cover
Tocando Agora:

Dólar opera em alta e bate R$ 5,12, após dados mais fortes de emprego nos EUA; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta sexta-feira (5), volta do feriado de Corpus Christi. A moeda tinha alta de 1,08%...

Dólar opera em alta e bate R$ 5,12, após dados mais fortes de emprego nos EUA; Ibovespa cai
Dólar opera em alta e bate R$ 5,12, após dados mais fortes de emprego nos EUA; Ibovespa cai (Foto: Reprodução)

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta sexta-feira (5), volta do feriado de Corpus Christi. A moeda tinha alta de 1,08% perto das 11h15, cotada a R$ 5,1214. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1269. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,11% no mesmo horário, aos 170.142 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O principal destaque da sessão fica com os novos dados de emprego dos Estados Unidos. Segundo informações do Departamento de Trabalho americano, o país registrou uma forte criação de empregos em maio, com 172 mil novas vagas no mês, bem acima do esperado pelo mercado, de 85 mil novos postos. 🔎 O dado é importante porque reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (banco central americano) deve manter os juros nos EUA em níveis elevados para controlar a inflação. ➡️ A política de juros nos EUA também tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio e no nível de investimento estrangeiro no país. ▶️ As tensões no Oriente Médio também continuam a influenciar nos mercados financeiros. Nesta sexta-feira, o Líbano acusou o Irã de usar o país como "moeda de troca" nas negociações com os EUA. O país voltou a sofrer ataques aéreos de Israel e, há quatro dias, o porta-voz da diplomacia de Teerã condicionou qualquer tipo de acordo com o governo americano à interrupção dos bombardeios israelenses no território libanês. Mesmo assim, o petróleo vive uma sessão de baixa nesta sexta-feira. Perto das 10h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,97%, cotado a US$ 94,11. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 1,50%, a US$ 91,64 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,48%; Acumulado do mês: +0,48%; Acumulado do ano: -7,69%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,99%; Acumulado do mês: -1,99%; Acumulado do ano: +5,71%. Emprego e juros nos EUA A economia americana registrou mais um mês de alta do emprego em maio, confirmando que o mercado de trabalho segue forte. Segundo dados do Departamento de Trabalho dos EUA, o país registrou um aumento de 172 mil vagas não agrícolas no mês passado. O resultado representa uma desaceleração em comparação a abril, quando o país registrou 179 mil novos postos (número revisado), mas ainda marca um resultado bem acima do esperado pelo mercado, que projetava a criação de 85 mil vagas. Por que o número é importante? Dados fortes de emprego nos EUA indicam que o mercado de trabalho está aquecido e podem pressionar a inflação americana para cima. Com isso, a tendência é que o Fed, banco central do país, mantenha os juros elevados por mais tempo, para tentar conter os preços. O cenário de juros altos nos EUA, por sua vez, tem diferentes reflexos no mundo — inclusive no Brasil. Isso porque, com juros mais altos, investidores estrangeiros tendem a realocar recursos para a maior economia do mundo, em busca de rendimentos maiores e maior segurança. Com isso, o dólar tende a se valorizar em relação às moedas de outras economias do mundo — incluindo o real — e a bolsa de valores brasileira tende a cair. Quando o dólar está mais alto, produtos importados ficam mais caros no Brasil, o que pode pressionar a inflação doméstica, especialmente em itens como combustíveis e eletrônicos. Com preços mais altos por aqui, a tendência é que esse cenário também resulte em juros mais elevados no Brasil, encarecendo o crédito e limitando o crescimento da economia. Impasse no Oriente Médio continua Mais de três meses depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, o conflito está em um impasse. (acompanhe os principais acontecimentos) O conselheiro militar do líder supremo do Irã também alertou para a possibilidade de mais ataques com mísseis e drones caso os Estados Unidos renovem seus ataques contra o Irã. "Cada tiro disparado e cada ataque serão respondidos com uma enxurrada de mísseis e drones", publicou Mohsen Rezaei no X, acrescentando que "o agressor será punido rapidamente". A ameaça veio na sequência de ataques dos EUA a um petroleiro iraniano e à ilha iraniana de Qeshm, que desencadearam ataques retaliatórios contra o Kuwait e o Bahrein. O ataque causou estragos no aeroporto do Kuwait, deixando 1 morto e mais de 60 feridos. Já o presidente Trump, por sua vez, se mostrou otimista em relação às negociações — mesmo em meio às violações do cessar-fogo. Segundo o presidente americano, o Irã teria concordado em não ter armas nucleares. Trump ainda destacou que o líder supremo iraniano, Motjaba Khamenei, está envolvido nas negociações e disse querer conhecê-lo em algum momento. Mercados globais Os novos dados de emprego dos EUA e as tensões no Oriente Médio também se refletiam nos mercados globais. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta sexta-feira (5). Perto das 11h15, o Dow Jones tinha queda de 0,31%, enquanto o S&P 500 caía 0,73% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,48%. Já na Europa, os índices operavam sem direção única. Entre os principais índices da região, o alemão DAX caía 0,19%, enquanto o francês CAC-40 subia 0,18% e o britânico FTSE 100 ganhava 0,41%. Na Ásia, as bolsas da China fecharam a semana em queda, conforme investidores realizavam lucros em ações de inteligência artificial. O índice de Shanghai Composite recuou 0,7%, enquanto o CSI 300 perdeu 1,8%. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,5%. O Nikkei, do Japão, recuou 1,6% e o Kospi, da Coreia do Sul, com forte presença de ações do setor de tecnologia, despencou 7%. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters