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Edilson Damião toma posse como governador de Roraima após renúncia de Denarium

Edilson Damião (União) toma posse como governador de Roraima Yasmin Guedes/Ale-RR O engenheiro civil Edilson Damião (União Brasil), de 46 anos, que era vice...

Edilson Damião toma posse como governador de Roraima após renúncia de Denarium
Edilson Damião toma posse como governador de Roraima após renúncia de Denarium (Foto: Reprodução)

Edilson Damião (União) toma posse como governador de Roraima Yasmin Guedes/Ale-RR O engenheiro civil Edilson Damião (União Brasil), de 46 anos, que era vice-governador de Roraima desde 2022, assumiu o governo do estado nesta sexta-feira (27), após a renúncia de Antonio Denarium (PP). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Denarium deixou o cargo para disputar o Senado nas eleições de 2026. Damião anunciou que pretende concorrer ao governo. Os dois respondem a um processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entenda mais abaixo. "Assumo hoje uma missão que precisa de grandeza. Não penas política mas humana. Vou ouvir antes de falar e agir sempre pensando no bem coletivo. E pensando dessa forma quero construir uma gestão pública consciente e com união entre os poderes", destacou o, agora, governador de Roraima, Edilson Damião. Edilson Damião toma posse como governador de Roraima após renúncia de Denarium A parceria entre Damião e o ex-governador começou no fim de 2018. Ele aceitou convite de Denarium, então interventor federal e governador eleito, para assumir a Secretaria Estadual de Infraestrutura. Em 2022, pelo Republicanos, disputou a primeira eleição e foi eleito vice-governador em primeiro turno, com 56,47% dos votos válidos. Também foi nomeado mais uma vez como secretário de Infraestrutura do estado. Ele deixou o cargo em fevereiro de 2026 para assumir o governo. No dia 17 de março, Damião deixou o Republicanos e se filiou ao União Brasil. Também assumiu a presidência do partido em Roraima. Processo de cassação Pedido de vista no TSE suspende julgamento sobre cassação de governador de Roraima pela 3ª Edilson Damião responde, junto com Antonio Denarium, a um processo de cassação de mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O julgamento começou em 13 de agosto de 2024, mas foi suspenso no mesmo dia por decisão dos ministros. O processo foi retomado um ano depois, em 26 de agosto de 2025, e suspenso novamente após pedido de vista — mais tempo para análise — do ministro André Mendonça. Antes da segunda suspensão, a relatora Isabel Gallotti negou os recursos apresentados pelos políticos e votou pela cassação dos mandatos por abuso de poder político e econômico. O voto dela teve 82 páginas. O processo foi retomado no dia 11 de novembro. No dia, André Mendonça acompanhou o voto pela cassação. O julgamento, porém, foi suspenso pela terceira vez após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Sobre o processo Edilson Damião afirmou que há confiança na atuação da defesa e na análise da Justiça. Segundo ele, as ações questionadas, como a distribuição de cestas básicas e programas sociais durante a campanha de 2022, foram realizadas dentro da legalidade. “Nós temos ampla confiança de que o que fizemos no ano de 2022 foi correto. Ninguém tomou atitude errada”, disse. Damião acrescentou que a equipe jurídica acompanha o caso e que a expectativa é de que não haja condenação. “A esperança que nós temos é de que o Poder Judiciário entenda que não houve crime e que a gente possa concorrer livremente em 2026”, afirmou. Já o ex-governador Antonio Denarium também declarou confiar na Justiça e disse que o processo será esclarecido. “Tem um processo que está correndo no TSE e a Justiça vai julgar a nossa inocência”, afirmou. Ele destacou ainda que, além do Judiciário, a avaliação da população também será determinante. “O melhor julgador para o nosso caso é a população do estado de Roraima, que vai dizer se fizemos um bom trabalho e se devemos permanecer na política”, disse. Edilson Damião e Antonio Denarium. Caíque Rodrigues/g1 RR/Arquivo Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral, o pedido de vista pode durar até 60 dias. Nesse prazo, Nunes Marques tinha até 11 de janeiro de 2026 para analisar o processo e devolvê-lo ao plenário da Corte. Cabe à presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, pautar o julgamento. Até esta sexta-feira (27), o caso não havia sido incluído na pauta. LEIA TAMBÉM: 1ª cassação 2ª cassação 3ª cassação (esta é a que iniciou o julgamento e foi suspensa no TSE) 4ª cassação ➡️ No processo em julgamento, Denarium e Damião são acusados de distribuir bens e serviços durante o ano eleitoral, repassar quase R$ 70 milhões em recursos para municípios do estado sem a observância de critérios legais e extrapolar gastos com publicidade. A renúncia de Denarium não encerra o processo no TSE. Com isso, Damião é mantido como alvo do julgamento e, caso a Corte confirme a cassação, pode perder o mandato. Denarium, mesmo fora do cargo, pode ficar inelegível por oito anos, pena aplicada ainda durante julgamento no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.