Após avanço nas negociações, Irã pede que EUA evitem 'exigências excessivas' para acordo nuclear
Donald Trump e aiatolá Ali Khamenei. ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / VARIOUS SOURCES / AFP O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu nest...
Donald Trump e aiatolá Ali Khamenei. ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / VARIOUS SOURCES / AFP O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu nesta sexta-feira (27) que os Estados Unidos abandonem as "exigências excessivas" para alcançar um acordo, depois que delegações dos dois países participaram de negociações em Genebra. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na quinta-feira (26), o chanceler celebrou os "progressos" registrados nas reuniões com representantes dos Estados Unidos, país que mantém uma grande presença militar no Oriente Médio e ameaça atacar o Irã se um acordo não for concretizado. Em uma conversa telefônica com seu homólogo egípcio, Badr Abdelatty, Araghchi disse que "o sucesso neste caminho exige seriedade e realismo da outra parte, além de evitar qualquer erro de cálculo e exigências excessivas". O chefe da diplomacia iraniana não especificou a que demandas se referia. No âmbito das negociações, Washington citou em vários momentos o programa de mísseis balísticos e o enriquecimento de urânio no território iraniano, atividades que Teerã não deseja interromper. No discurso sobre o Estado da União, na terça-feira no Congresso, o presidente americano Donald Trump afirmou que o Irã já "desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa" e trabalha "para construir mísseis que em breve alcançarão os Estados Unidos". O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os iranianos "não estão enriquecendo" no momento, "mas estão tentando chegar ao ponto em que finalmente conseguirão fazer". O Irã declarou em várias ocasiões que o programa de mísseis é parte do sistema de defesa do país e descartou renunciar ao enriquecimento de urânio, insistindo que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos. Contudo, Estados Unidos, Israel e outros países ocidentais suspeitam que o programa busca desenvolver uma arma atômica. Omã, que atua como mediador entre Estados Unidos e Irã, afirmou que as duas partes terão uma reunião de nível técnico na segunda-feira, em Viena, antes de uma nova rodada de negociações prevista para a mesma semana.