Em evento com investidores em SP, Renan, Caiado e Zema defendem corte fiscal e combate ao crime organizado
Os candidatos à Presidência Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) defenderam medidas de ajuste fiscal e de combate ao crime organiz...
Os candidatos à Presidência Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) defenderam medidas de ajuste fiscal e de combate ao crime organizado nesta segunda-feira (17), durante evento do banco Santander com investidores em São Paulo. Renan Santos afirmou que, se eleito, sua prioridade será promover uma transição com uma “super reforma fiscal de corte de despesa”. O candidato reforçou sua versão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que prevê economia de R$ 1,1 trilhão até 2031. “Na transição, precisamos passar um recado que o fiscal vai ser uma prioridade. Senão, eu não consigo fazer as coisas. É uma questão de prioridade”, afirmou. Ele promete “ganhar muito espaço para investir” ao resolver o problema fiscal do país. De acordo com Renan, além da economia, a outra urgência na vida do cidadão é a segurança pública. O candidato declarou que a população deverá perceber uma mudança na sensação de insegurança já nos primeiros meses de seu governo, com a possibilidade de andar nas ruas com mais segurança. Suas propostas incluem mudar a execução penal e acabar com o juiz das garantias, a audiência de custódia e a progressão de pena. “Cada estado vai ter uma solução”, disse, mas enfatizou a necessidade de uma “agenda federal do governo”. Romeu Zema concentrou sua fala nas propostas econômicas. O ex-governador de Minas Gerais citou quatro pilares: privatizações, reforma administrativa, reforma da Previdência e revisão de programas sociais. “Tudo que eu puder privatizar, irei privatizar, no sentido das empresas”, disse Zema em conversa com jornalistas após sua participação. Zema afirmou ainda que seu vice, Mateus Simões, que está à frente do governo de Minas Gerais e é candidato, irá privatizar a Cemig. Sobre os benefícios sociais, o candidato disse que há muitos casos de fraude na concessão dos auxílios. “Quem recusar 3 ofertas de emprego vai perder o benefício”, afirmou. Disse também que o país está criando uma geração de “imprestáveis que se recusam a trabalhar”. Quanto à segurança pública, Zema afirmou que um de seus primeiros atos será enquadrar facções criminosas como terroristas e criar penas de 25 anos sem benefícios. “Com isso você pode colocar toda a força do Estado para combater esse grande mal que está tomando conta do Brasil.” Ronaldo Caiado disse que sua equipe estuda uma regra para limitar as despesas públicas a até 50% do Produto Interno Bruto (PIB) anual. Segundo ele, a medida seria proposta por meio de uma emenda constitucional como forma de reduzir a dívida pública. “No final de 2030, eu dou conta de fazer com que possamos chegar a 1,5% ou 2% a menos do que nós temos hoje”, declarou. Na área de segurança pública, o ex-governador de Goiás disse defender a criação de um Ministério da Segurança Pública e criticou a postura do presidente Lula (PT) sobre o tema. “O Lula, com 3 mandatos, não sabe as prerrogativas de um presidente. Você pode implementar um ministério por uma medida provisória.” Caiado também reforçou sua proposta de criar uma guarda sul-americana. Segundo ele, a intenção é conversar com dez presidentes para criar uma força policial que possa atuar entre os países. Caiado afirmou ainda que, em seu governo, seriam implementadas parcerias com as polícias estaduais para identificar os criminosos que comandam o crime em cada região. Marçal na disputa Durante o evento, Renan Santos (Missão) afirmou que a entrada de Pablo Marçal (PRTB) na disputa presidencial beneficia Flávio Bolsonaro (PL). “Eu acho que esse tipo de coisa é para beneficiar o Flávio”, disse. enan também rebateu Gilberto Kassab (PSD), que afirmou que o Centrão está com Lula (PT). “Eu acho que o Kassab está com o Lula. Não existe essa entidade única do Centrão”, declarou. Reciprocidade Durante seu painel, Caiado também classificou como “estupidez” a abertura do processo para aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, sob o argumento de que os americanos são os maiores investidores no Brasil. O governo anunciou o início do processo na última quinta-feira (13). Em conversa com jornalistas, Caiado afirmou que Lula está buscando o confronto com os Estados Unidos para “desviar a atenção do eleitor” e fazer com que o público “saia do problema dele”. Segundo o ex-governador de Goiás, o presidente está desenhando um “cenário fora da realidade para iludir o eleitor”.