'Foi muito feliz’, diz irmã que fazia dupla com cantora gospel que morreu no Tocantins
Dupla evangélica Ana Clézia e Laudicéia Arquivo Pessoal/Laudiceia A cantora Laudicéia Gomes, que fazia dupla com a irmã Ana Clézia, lembra com alegria dos...
Dupla evangélica Ana Clézia e Laudicéia Arquivo Pessoal/Laudiceia A cantora Laudicéia Gomes, que fazia dupla com a irmã Ana Clézia, lembra com alegria dos momentos em que as duas compartilharam a fé e o trabalho musical gospel. "Mesmo sofrendo muito com a partida da minha irmã, tudo que eu lembro dela me faz sorrir e ter alegria por saber que a minha irmã foi muito feliz", contou. Ana Clézia morreu aos 38 anos, após passar dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Palmas. Ela fazia tratamento para o fígado há 15 anos e também convivia com outras doenças crônicas. Os médicos recomendaram um transplante, mas ela não chegou a realizar o procedimento. "Se tivesse feito o transplante, a Ana teria vivido o mesmo tempo que viveu [sem ele]. Porque ela tinha artrite reumatoide, lúpus, colite, retocolite ulcerativa... umas cinco doenças autoimunes. Com o procedimento, todas essas doenças iriam atacar o fígado dela novamente. Ana teve o mesmo tempo de vida que uma pessoa transplantada vive e ela foi feliz", afirmou Laudicéia. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A última agenda oficial da dupla ocorreu em 22 de novembro de 2025, mas as irmãs já vinham reduzindo as apresentações públicas, por conta do estado de saúde de Ana. "Tive que encerrar as agendas no final de 2019, porque eu via que ela não tinha mais possibilidade. Ela ficou muito contrariada porque dizia que queria morrer no altar", contou Laudicéia. LEIA MAIS Cantora gospel que morreu no Tocantins tinha vida dedicada à evangelização Saiba quem era a cantora gospel que morreu no TO aos 38 anos Cantora gospel morre em Palmas e gera comoção entre evangélicos Agora no g1 Parceria musical As irmãs Ana Clézia e Laudicéia conquistaram o público evangélico palmense e consolidaram a carreira com o lançamento de três CDs. Antes do primeiro lançamento, a dupla fez bazar e vendeu galinhada, coxinha, e montou uma barraca de guaraná da amazônia para custear o projeto, além de contar com a doação de apoiadores. "A Ana Clésia começou a ver que a gente precisava de um CD, não dava para ficar cantando música dos outros. Ela falou 'eu quero algo meu'. E aí a gente foi trabalhar para gravar o primeiro álbum", lembrou. As cantoras também fizeram participação em congressos internacionais realizados em Portugal e na Itália. Ao longo dos anos, elas ficaram conhecidas como adoradoras e mantiveram presença constante em igrejas e eventos religiosos. O repertório da dupla reúne canções que ganharam espaço entre os fiéis, como “Deus É Com Você”, “Ele Virá”, “Lindo Céu” e “Não Tem Lógica”. Além dos álbuns físicos, Ana Clézia também investiu no ambiente digital, onde disponibilizava singles e videoclipes em plataformas de streaming. Ativa nas redes sociais, no dia 15 de abril, Ana mostrou aos seguidores alguns momentos de seu tratamento e internação. Nas imagens, ela aparece visivelmente debilitada e com hematomas nas pernas. "Estou viva e vamos pra guerra porque o nosso general é Cristo e ele nos garante vitória", escreveu a cantora. Antes da morte, o estado de saúde de Ana Clézia era considerado grave, segundo boletim médico divulgado na quinta-feira (4). A equipa médica chegou a iniciar um procedimento de hemodiálise, mas precisou interromper a intervenção devido à instabilidade clínica. Conhecida no cenário gospel do Tocantins, Ana Clézia enfrentava complicações de saúde e estava em coma Reprodução/Redes sociais Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.